A sessão da Câmara Municipal de Simões Filho, realizada ontem (24), foi palco de um debate acalorado após uma proposta apresentada pelo vereador Orlando de Amadeu durante a discussão sobre mobilidade urbana no município. O parlamentar sugeriu que os veículos do transporte escolar pudessem ser utilizados também para atender a população em geral, como alternativa para melhorar o deslocamento na cidade.
A proposta surgiu enquanto os vereadores analisavam soluções para o transporte alternativo, conhecido popularmente como “ligeirinhos”. Durante sua fala, Orlando voltou a criticar a atuação do Governo do Estado e defendeu a medida como uma possível saída para a dificuldade enfrentada por moradores no dia a dia.
A sugestão, no entanto, não foi bem recebida por parte dos parlamentares e rapidamente gerou questionamentos. O vereador Genivaldo Lima contestou a proposta e relembrou gestões anteriores, afirmando que não houve iniciativas efetivas para buscar melhorias no setor junto ao Governo do Estado. Já o vereador Carlos Neto chamou atenção para possíveis irregularidades, alertando que a utilização de veículos escolares fora de sua finalidade pode ferir normas legais.
Programas como o FUNDEB e o PNATE estabelecem que os veículos destinados ao transporte escolar devem ser usados exclusivamente para estudantes da rede pública. Especialistas apontam que o uso para outros fins pode resultar em sanções administrativas e problemas jurídicos para a gestão municipal.
Outro ponto destacado durante o debate foi a preocupação com a segurança dos alunos. A possibilidade de uso compartilhado dos veículos poderia gerar superlotação e comprometer a qualidade de um serviço que tem como prioridade o transporte seguro dos estudantes.
O episódio expõe o desafio de equilibrar propostas voltadas à mobilidade urbana com o cumprimento das legislações vigentes, além de reforçar a necessidade de soluções que não coloquem em risco a segurança dos alunos da rede pública. O tema deve continuar em discussão nas próximas sessões da Câmara.


